MATÉRIA NA ZERO HORA

CARREIRAS

Uma carreira no museu

Rio Grande do Sul tem cerca de 350 museus de todos os tipos esperando por profissionais

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Forma-se no dia 21 de agosto, na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a primeira turma de Museologia do Estado. Serão 13 profissionais com uma missão desafiadora: abrir caminho para as próximas gerações de museólogos gaúchos que vêm por aí. Além da UFPel, que foi a terceira a criar o curso no Brasil, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) já oferece a graduação.

– Ano passado, em um projeto de extensão, visitamos cursinhos pré-vestibular e escolas de Pelotas para apresentar o nosso curso. A cada vestibular, pudemos perceber um aumento na procura. É um mercado ascendente – conta Matheus Cruz, 26 anos, um dos museólogos de Pelotas que pegam o diploma neste ano.

Para lembrar que nem sempre museu está associado a órgão público, ele cita o caso do Museu Farmacêutico Moura, na mesma cidade. São centenas de objetos ligados à atividade farmacêutica oriundos do Brasil e mais 32 países à disposição do público. A ideia foi de um farmacêutico da cidade e contou com a parceria do curso de Museologia da UFPel, que ofereceu estagiários.

– Fomos o terceiro curso a surgir no Brasil, em 2006. Aqui, na região sul do Estado, temos uma demanda específica, muitas prefeituras e órgãos que precisam de organização e suporte para sua memória e patrimônio – diz o professor Daniel Maurício Viana de Souza, coordenador do curso da UFPel.

Há mais de 2 mil museus no país

Ele explica que há muito mais espaço do que somente atuar em museus, o que muitos estudantes podem não perceber. Os museólogos, avisa ele, encontram trabalho em áreas ligadas à pesquisa de modo geral e podem desenvolver trabalhos junto à sociologia e à arqueologia, por exemplo.

Na UFRGS, o curso já poderia ter nascido bem antes. O primeiro projeto para uma graduação de Museologia na universidade data de 1991. Mas foi a partir de 2005 que a ideia começou a sair do papel, com o governo federal incentivando a formação de museólogos pelo Brasil. Em 2008, o sonho virou realidade.

– Temos mais de 2 mil museus em todo o país e precisamos de gente formada. Temos três turmas em andamento. A procura pela graduação está boa, apesar de termos aulas somente no turno da tarde. Os convênios e as parcerias que temos propiciam muitos estágios para os alunos – conta a professora Marlise Giovanaz, coordenadora da Comissão de Graduação de Museologia da UFRGS

Fonte: Zero Hora edição on line. 14 de julho de 2010 | N° 16396

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