matéria sobre mercado de trabalho na área de museologia distorce declaração de professor da UNIRIO

AOS: PREZADOS COLEGAS,

PROFª. TELMA LASMAR GONÇALVES
PRESIDENTE DO COFEM

PROFª. ANA PAULA SOARES PACHECO
COORDENADORA EXECUTIVA DA REDE DE PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DO CAMPO DA MUSEOLOGIA

PREZADOS COLEGAS MUSEÓLOGOS E PROFESSORES,

DESCULPE INCOMODÁ-LOS COM UM ASSUNTO DESAGRADÁVEL. NO ÚLTIMO DIA 02/12, ANA TERESA GOTARDO, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA UNIRIO, ME ENCAMINHOU 7 PERGUNTAS DA JORNALISTA RENATA CUNHA, DA AGÊNCIA CARTOLA/PORTAL TERRA, PARA SEREM RESPONDIDAS COM O MÁXIMO DE URGÊNCIA. RESPONDI IMEDIATAMENTE , COMO SEMPRE FAÇO QUANDO DIZ RESPEITO À DIVULGAÇÃO DO CURSO DE MUSEOLOGIA. ALGUMAS PERGUNTAS ERAM CAPCIOSAS, POIS ENVOLVIAM OUTRAS ÁREAS, MAS PROCUREI RESPONDÊ-LAS SEM PROVOCAR POLÊMICAS.

ABAIXO, VOCÊS PODEM CONFERIR AS RESPOSTAS QUE EU ENCAMINHEI DE FATO À JORNALISTA RENATA CUNHA POR INTERMÉDIO DA COMUNICAÇÃO DA UNIRIO:

1. O número de alunos interessados no curso aumentou depois do Estatuto de Museus em 2009?

Desde o início dos anos 2000 a procura tem se estabilizado, diferentemente das décadas de 80 e 90, quando houve muitos altos e baixos. O impacto do Estatuto de Museus, bem como de todas as realizações da política cultural do Governo Lula, repercutiu mais nos índices de evasão que têm diminuído gradativamente.

2. A procura pelo curso é alta? Quantos alunos, em média, por ano?

O curso integral oferece 100 vagas por ano, o que equivale dizer 50 vagas por semestre. Em geral, estas vagas são sempre preenchidas. O curso noturno, recentemente criado, possui 30 vagas anuais. Ao contrário do integral estas vagas não foram preenchidas na sua totalidade.

3. Qual o perfil do aluno de museologia?

O aluno de museologia é predominantemente jovem, recém-saído do segundo grau, predominantemente do sexo feminino e gosta de trabalhar com o patrimônio cultural. É esclarecido politicamente e conhece os problemas que a cultura enfrenta no país, sobretudo em relação às oscilações das políticas culturais, às crises de identidade, aos processos de aculturação, às descaracterizações e às dificuldades de preservação. Em geral é sensível, observador e curioso em relação à memória e às transformações históricas, sociais e culturais.

4. Qual a diferença do curso de Museologia para o de Arquivologia e Biblioteconomia?

Os pontos em comum entre os três cursos seriam o estudo, a preservação e a disseminação do conhecimento relativo ao patrimônio cultural. Não saberia dizer com exatidão as diferenças, pois não conheço suficientemente os currículos dos cursos de Arquivologia e Biblioteconomia. Acredito que, a grosso modo, a diferença fundamental esteja na própria matéria prima de estudo destes cursos: a Arquivologia focando no processamento técnico, na conservação e no gerenciamento de acervos arquivísticos e a Biblioteconomia no processamento técnico, na conservação e no gerenciamento de acervos biblioteconômicos. Na concepção contemporânea de Museologia, a noção de acervos museológicos sintoniza-se com o conceito de patrimônio integral, isto é, patrimônio cultural, seja ele tangível ou intangível, e patrimônio natural.

5. Existem historiadores que trabalham em museus. Por que fazer museologia e não história? O aluno sai mais preparado para o trabalho em museus se faz bacharelado em museologia?

O espaço do museu, seja ele convencional, digital, ecomuseu, comunitário, de território…, é um espaço essencialmente multidisciplinar e “ecumênico”, onde cabem não só historiadores mas também antropólogos, educadores, arte-educadores, sociólogos, jornalistas, etc. No entanto, é a formação oferecida pelos cursos de Museologia que prepara o museólogo para interpretar o museu enquanto fenômeno cultural e enquanto representação da sociedade. O museólogo é o profissional que atua no planejamento, na formulação, na gestão e na execução de projetos e políticas culturais relacionados aos campos da Museologia e do Patrimônio. Esta atuação se estende às atividades fundamentais dos museus e de instituições congêneres, como musealização, documentação, pesquisa, informação, preservação, conservação, educação patrimonial e comunicação, inclusive exposição e curadoria.

6. Como está o mercado atualmente? É vasto? Existe falta de profissionais?

O mercado é vasto, e existe muita falta de profissionais. A despeito das conquistas que ocorreram a partir de 2004, com a implantação da Política Nacional de Museus, pelo Departamento de Museus do IPHAN, hoje IBRAM, Instituto Brasileiro de Museus, ainda falta muito espaço a ser conquistado, não apenas nos museus, mas em todas as instituições que trabalham com o patrimônio, com a cultura e a memória. Ainda tem que haver muita vontade política para que os as instituições que trabalham com a cultura, e especificamente os museus, sejam encarados como essenciais à sociedade. Os órgãos públicos e privados têm que promover mais concursos e com melhores remunerações. Em síntese eu diria que o mercado está em franco crescimento e que o profissional museólogo está também em processo de consolidação.

7. A maioria dos alunos, depois de formado, vai para que área do mercado?

Atualmente, além do campo dos museu, dos centros culturais, dos centros de memória e dos centros de documentação, tem havido uma crescente e significativa demanda nos museus universitários que tem aberto concursos para museólogos, bem como para a carreira docente nas universidades que implantaram cursos de graduação em museologia e precisam de museólogos para ministrarem disciplinas específicas do campo da museologia. Também as Secretarias de Cultura Municipais, em geral de cidades do interior, têm promovido concursos para museólogos. Normalmente, o museólogo é contratado para desempenhar atividades de gestão administrativa e técnicas, estas, ligadas à documentação, à organização e montagem de exposições, à implantação ou ao funcionamento de reservas técnicas, bem como à conservação de acervos, inclusive no que se refere a gerenciamento ambiental e acondicionamento.

NO ENTANTO, A JORNALISTA COMETEU UMA SÉRIE DE INCONGRUÊNCIAS E DETURPOU TOTALMENTE AS RESPOSTAS NÃO SEI SE POR “PARANOIA OU MISTIFICAÇÃO” RESPONDEU ÀS AVESSAS, COMETENDO INTERPRETAÇÕES E EQUÍVOCOS, E COLOCANDO FRASES COMO SE EU TIVESSE DITO. ALGUMAS, MAIS GRAVES, EU GRIFEI EM AMARELO, COMO VOCÊS PODEM VER ABAIXO:

Quem vive de passado é museu, diz o ditado popular. Mas o carioca Nathan da Silva Marinho, 19 anos, costuma brincar que, em breve, quem vai viver do passado é ele, e com orgulho. Estudante de Museologia na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), o estudante do terceiro semestre se debruça em livros de história, arte e restauração de acervos para, em breve, comemorar com um diploma o Dia do Museólogo, celebrado neste domingo, 18 de dezembro, e também realizar seu sonho: trabalhar no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O diretor do curso de Museologia da Unirio, Ivan Coelho de Sá, explica que, como o nome já evidencia, museólogos vivem de museus. De acordo com ele, o curso prepara o estudante para o mercado da arte, história e conservação. Classificação, conservação e exposição de peças de valor histórico, artístico, cultural e científico também são missões da profissão que, segundo Coelho de Sá, tem o dever social de “transmitir conhecimentos e desenvolver ações culturais por meio de acervos”.

A importância do curso, porém, é relativamente nova. O professor, também museólogo, explica que foi a partir da reestruturação da área museológica, feita pelo Governo Federal, que veio a valorização acadêmica. No ano de 2009, o Estatuto de Museus entrou em vigor com uma lei que define regras para preservação, conservação e restauração dos acervos. No mesmo ano, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, foi fundado com o objetivo de coordenar a Política Nacional de Museus, sendo que uma das iniciativas foi a de exigir diploma de Museólogo para quem deseja trabalhar em instituições de preservação histórica. Depois disso, todas as vagas para o curso da Unirio – 100 por ano – têm sido preenchidas. “Os índices de evasão têm diminuído gradativamente”, destaca Coelho de Sá.

“Tudo isso foi essencial para valorizar a profissão”, completa. O diretor do curso da Unirio afirma que o museólogo é o profissional mais completo para atuar nesta área, pois o historiador sai da faculdade com conhecimento em questão de conteúdo, mas não sabe lidar com a parte prática de um museu, que consiste em arquivar, preservar, catalogar. Já o arquivologista é o contrário: sabe a prática, mas não tem aprofundamento de conteúdo.

O estudante Nathan da Silva Marinho caiu de paraquedas nesta faculdade. “Eu queria História, não passei. Então decidi optar por Museologia e consegui pelo Enem”, conta, relatando que considera o fato uma questão de sorte. “Eu me identifiquei muito com o curso. Se eu tivesse passado em História, teria cursado. Mas não seria um profissional tão completo para trabalhar em um museu”, diz, destacando a disciplina de História da Arte como a sua preferida. “Mas também adoro a área de restauração de acervos”, completa.

Já Glória Gelmini, 21 anos, descobriu sua vocação na infância. “Desde pequena eu tenho paixão por museus, não tinha dúvida do que eu queria”, conta a universitária do 7º semestre da Unirio. Prestes a se formar, a carioca pretende continuar os estudos fazendo uma pós-graduação. “Quero ter mais certeza da área mercadológica que quero seguir. Mas o que mais me agrada é a área de pesquisa, conservação e documentação”, conta.

Atualmente, a maioria das universidades federais e estaduais do País já oferece o bacharelado em museologia. Em todas, o curso tem duração de 4 anos e abrange disciplinas como história, geologia, paleontologia, história do Brasil, história contemporânea, filosofia, restauração de obras, arquivologia e mais. “Precisamos preparar o aluno em duas frentes: conteúdo histórico e prática para saber lidar com a demanda manual de um museu”, define Coelho de Sá.

Outro atrativo atual do curso é a alta demanda mercadológica. O diretor explica que nunca se precisou tanto de museólogos como agora. Depois que o Estatuto de Museus foi criado e diversas iniciativas públicas foram feitas para investir no setor, a demanda por museólogos cresceu. Conforme informações do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), existem cerca de 3 mil museus no Brasil, todos em busca de profissionais preparados. “Anualmente, o Ibram abre concurso com mais de 50 vagas destinadas a museólogos para trabalho em instituições como o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e a Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, entre outros”, diz o diretor do curso da Unirio. Centros culturais de empresas, fundações, institutos de pesquisa e galerias de arte são outras possibilidades de emprego.
“Além disso, com as inovações tecnológicas, abriu-se um novo campo de trabalho: os museus virtuais e as exposições de acervos na internet”, completa Coelho. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro são as que mais oferecem emprego devido à concentração de museus e centros culturais. Mas, na Bahia e em Minas Gerais, o museólogo também pode encontrar boas ofertas, em razão da tradição desses locais em preservar a memória histórica.

http://noticias.terra.com.br/educacao/vestibular/noticias/0,,OI5522089-EI12889,00-Mercado+aquecido+atrai+estudantes+para+curso+de+Museologia.html

PREZADOS COLEGAS, COMO PODEM VER HOUVE MUITA DETURPAÇÃO. JÁ MANDEI UM E-MAIL PARA A COMUNICAÇÃO DA UNIRIO PEDINDO ORIENTAÇÃO SOBRE UMA POSSÍVEL RETRATAÇÃO, JUNTO À AGÊNCIA OU AO PORTAL. HOJE, O PESSOAL DA COMUNICAÇÃO TENTOU CONTATO COM A JORNALISTA RENATA CUNHA, MAS A MESMA NÃO ATENDEU O TELEFONE. ACHO MUITO POUCO PROVÁVEL QUE HAJA ALGUM TIPO DE RETIFICAÇÃO. POR ISSO MESMO ESTOU ENCAMINHANDO ESTE E-MAIL PARA TODOS OS COLEGAS. É UM ABSURDO QUE EM PLENO FINAL DE PERÍODO LETIVO, COM TANTOS COMPROMISSOS DE TRABALHO, EU TENHA QUE PASSAR POR ESTA CHATEAÇÃO.

PARABÉNS PELO DIA DO MUSEÓLOGO PARA TODOS!

BOAS FESTAS!

CORDIALMENTE,

IVAN

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